Os limites não são algo que devem ser impostos somente quando um comportamento inadequado vem à tona, eles devem fazer parte da rotina da criança. Desde quando são bebês, os pequeninos já possuem uma rotina pré estabelecida para comer, dormir, tomar banho ou solzinho da manhã. 

Conforme os anos se passam, a rotina torna-se mais complexa, com horários para brincar, estudar, organizar as coisas e ajudar em algumas tarefas da casa. 

É importante manter essa realidade, pois sabendo o que irá acontecer, como e quando, a criança se sente mais segura e tem autonomia para fazer suas coisas, reduzindo significativamente a necessidade de intervenção dos pais. 

No futuro, essa disciplina de respeitar limites, regras, fazer as obrigações e entender o porquê de tudo isso, ajudam o indivíduo a se estabelecer melhor nas diferentes realidades de seus círculos familiar, social e profissional. 

Regras e limites nos acompanham por toda a vida e estão presentes em todos os lugares, seja em casa, na escola, na rua ou no trabalho. Quando a criança cresce com a presença de limites e regras é mais fácil para ela cumpri-las ao longo de toda sua vida. 

Como estabelecer regras e limites? 

O primeiro passo é exercer sua autoridade e ser constante: 

Você precisa deixar bem claro que as autoridades máximas dentro da casa são mãe e pai. Para impor regras e limites é preciso explicar os motivos e nunca, de forma alguma, negociar com a criança. Afinal, regras são regras e devem ser obedecidas, sem meio termo. 

Depois de introduzir as regras, é fundamental que elas se tornem parte constante da vida da criança, sejam praticadas todos os dias e da forma como foi dito pelos pais. Se elas mudam com frequência ou são cheias de brechas, os pequeninos entendem que não são válidas sempre e que podem ser trapaceadas. 

As regras devem ser divulgadas na presença de todos e a família toda deve se envolver: 

Assim que as regras forem estabelecidas, reúna toda a família e deixe bem claro que todos devem se comprometer com elas, sem exceção. 

Depois disso, você pode fazer um contrato (de brincadeira, nada de burocracia) para as crianças assinarem. Você pode pintar os dedos ou as mãozinhas e fazer a criança assinar seu compromisso. Essa prática traz o sentimento de serem mais adultas e parte deste acordo familiar. 

Espalhe as regras por toda a casa: 

Cada ambiente tem suas próprias regras, outras servem para toda a casa. Faça cópia das regras e coloque em pontos estratégicos. Assim, fica mais fácil de as crianças se habituarem com elas e transformá-las em rotinas “naturais” de seu dia a dia. 

Reconheça quando as regras forem cumpridas: 

Todo ser humano gosta de ser reconhecido pelos seus feitos positivos, faz parte de nossa personalidade. Portanto, se sua criança estiver cumprindo com as obrigações e obedecendo as regras, não deixe de parabenizar o acerto e incentivar o comportamento. 

Os responsáveis devem estar em sintonia na hora de estabelecer limites e dizer “não”: 

Um parceiro(a) nunca deve desautorizar o(a) outro(a). As decisões são tomadas em conjunto e devem ser absolutas em ambas as partes. Quando um desautoriza o outro, a criança se confunde e não consegue entender o que realmente deve ou não ser feito. 

Agora você sabe a importância dos limites para o desenvolvimento infantil e como estabelecer regras harmoniosamente, para que a criança aprenda gradualmente como se comportar nos diferentes ambientes que vive e consiga lidar melhor com as frustrações da vida adulta. 

Lembre-se que, para os limites e regras serem estabelecidos, entendidos e cumpridos é fundamental ser persistente, desistir não é uma opção. Além disso, devem estar de acordo e se adequarem com o dia a dia de toda a família. 

Fonte: colegioflorenca